Tratamento de Dejetos na Suinocultura: Como reduzir odor e evoluir para um sistema eficiente de manejo de lodo

Solução aplicada no Sul do Brasil mostra como integrar tratamento biológico e desaguamento para resolver odor e excesso de sólidos em lagoas de dejetos.

Resumo técnico do processo

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Tratamento de dejetos na suinocultura: desafios operacionais e ambientais

O controle de odor em lagoas de dejetos na suinocultura é um dos principais desafios operacionais e ambientais do setor. Além do impacto ambiental, o excesso de matéria orgânica e sólidos pode comprometer equipamentos, reduzir a eficiência do sistema e gerar custos operacionais elevados.

Neste artigo, apresentamos um caso real, aplicado na região Sul do Brasil, onde a combinação de soluções biológicas com desaguamento de lodo permitiu não apenas reduzir o odor, mas estruturar um sistema mais eficiente e estável.

Contexto do problema

O cliente buscava:

  • Redução de odor em lagoas de dejetos
  • Melhoria das condições operacionais
  • Solução rápida e de fácil aplicação

Condições iniciais:

  • Ausência de análise de efluente (sem DBO/DQO)
  • Presença significativa de sólidos e lodo
  • Interferência direta na operação (ex: bomba de microbolhas)

Desafio técnico

Odor elevado, indica:

  • Alta carga orgânica
  • Processos anaeróbios descontrolados
  • Formação de gases como H₂S

Excesso de sólidos e lodo, impactos:

  • Redução da eficiência da aeração
  • Entupimentos e falhas operacionais
  • Acúmulo progressivo no fundo da lagoa

Solução aplicada – etapa 1 (biológico)

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Tratamento

Foi realizado um dimensionamento inicial baseado em: Volume da lagoa, Regime operacional, Características típicas de efluentes de suinocultura, Aplicação: Consórcio microbiológico para tratamento biológico

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Aplicação

Aqui usamos nosso BIOMAX*, que é um consórcio microbiológico para tratamento de efluentes com alta carga orgânica: ✔ Redução significativa de odor ✔ Melhoria visual do sistema ✔ Indicação de equilíbrio microbiológico

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Processo biológico

Com a melhoria do cenário, surgiu um novo gargalo: 👉 Acúmulo de sólidos e lodo. Quando o sistema biológico melhora, a fase sólida passa a ser o principal limitante operacional.

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Resultado

Solução complementar – Desaguamento: Após 24h pode atingir ~20% de sólidos e até ~40% após secagem prolongada

Foi aplicada uma solução biológica utilizando o *BIOMAX, consórcio microbiológico para tratamento de efluentes com alta carga orgânica, com atuação direta na redução de compostos odoríferos.

Solução complementar – desaguamento

O cliente passou a demandar:

  • Retenção de sólidos
  • Redução de volume de lodo

Solução adotada: Bags geotêxteis para desidratação

Evolução técnica:

  • Teste inicial com maior permeabilidade
  • Ajuste para maior retenção de finos

📌 Após 24h pode atingir ~20% de sólidos e até ~40% após secagem prolongada

Resultado operacional

Após a implementação combinada:

✔ Redução de odor
✔ Retenção eficiente de sólidos
✔ Redução de volume de lodo
✔ Melhoria na operação de equipamentos
✔ Evolução do sistema de tratamento

Insight técnico: Esse caso evidencia um padrão recorrente. O problema inicial raramente é o problema final.

Sequência real:

  1. Odor
  2. Tratamento biológico
  3. Excesso de sólidos
  4. Necessidade de desaguamento


👉 Projetos eficientes antecipam essa evolução

Fatores que impulsionaram o resultado

  • Resultado rápido inicial
  • Facilidade de aplicação
  • Evolução técnica progressiva
  • Suporte técnico contínuo
  • Ajuste fino da solução

Oportunidade de melhoria: Apresentação inicial de solução integrada. 

👉 Isso reduziria tempo e custo do projeto

Conclusão

Sistemas de tratamento em suinocultura devem ser pensados de forma integrada:

  • Tratamento biológico → redução de carga
  • Desaguamento → controle de sólidos

Essa combinação permite:

✔ Maior eficiência
✔ Menor risco operacional
✔ Melhor previsibilidade

Perguntas Frequentes no Tratamento de Dejetos na Suinocultura

A redução de odor está diretamente relacionada ao controle da carga orgânica e da atividade microbiológica no sistema.

O uso de consórcios microbiológicos permite:

  • Reduzir compostos odoríferos como H₂S
  • Melhorar o equilíbrio biológico da lagoa
  • Minimizar processos anaeróbios descontrolados

⚠️ Importante: a eficiência deve ser validada por parâmetros como DBO, DQO e ORP, e não apenas por percepção de odor.

O principal fator é a decomposição anaeróbia da matéria orgânica.

Isso ocorre quando:

  • Há excesso de carga orgânica
  • Falta oxigenação adequada
  • Existe acúmulo de lodo no fundo

Essas condições favorecem a geração de gases como:

  • Sulfeto de hidrogênio (H₂S)
  • Amônia (NH₃)
  • Metano (CH₄)

Não.

A redução do odor é apenas o primeiro estágio do tratamento.

Na maioria dos casos:

  1. O odor diminui
  2. O sistema biológico melhora
  3. O lodo passa a se acumular
  4. Surge necessidade de desaguamento

👉 Ou seja: o problema migra da fase líquida para a fase sólida.

Sempre que houver:

  • Acúmulo visível no fundo da lagoa
  • Redução da eficiência da aeração
  • Problemas operacionais (bombas, difusores, microbolhas)

O lodo acumulado reduz o volume útil da lagoa e compromete o desempenho do sistema.

Os bags geotêxteis funcionam como um sistema de filtração passiva:

  1. O lodo é bombeado para dentro do bag
  2. A água atravessa o tecido
  3. Os sólidos ficam retidos
  4. O material começa a secar naturalmente

Resultados típicos:

  • Aumento do teor de sólidos
  • Redução significativa de volume
  • Facilitação do transporte e descarte

A principal diferença está na capacidade de retenção e permeabilidade.

Exemplo:

  • Modelos mais abertos → maior vazão, menor retenção de finos
  • Modelos mais fechados → maior retenção, menor vazão

👉 A escolha correta depende de:

  • Tipo de lodo
  • Granulometria
  • Teor de sólidos
  • Uso de polímero

Na maioria dos casos, sim.

O polímero:

  • Aumenta o tamanho dos flocos
  • Melhora a retenção no bag
  • Aumenta a eficiência do desaguamento
  • Reduz turbidez do filtrado

Sem polímero, pode haver perda de sólidos finos.

Depende do sistema, mas tipicamente:

  • Após enchimento: ~20% de sólidos
  • Após secagem: até ~40% de sólidos

Isso representa uma redução significativa no volume final a ser descartado.

Não necessariamente — mas são uma alternativa muito mais simples e econômica em muitos casos.

Vantagens:

  • Baixo custo operacional
  • Fácil instalação
  • Não requer energia contínua
  • Menor complexidade operacional

São especialmente indicados para:

  • Sistemas intermitentes
  • Lagoas
  • Operações descentralizadas

Depende de fatores como:

  • Exposição UV
  • Tipo de material (PP / PET)
  • Condições operacionais
  • Tipo de efluente

Em aplicações típicas, podem suportar ciclos completos de enchimento e secagem sem perda estrutural significativa.

Sim, mas com limitações.

Na ausência de dados como DBO, DQO e sólidos:

  • O dimensionamento é baseado em histórico e experiência
  • Pode exigir ajustes em campo
  • A eficiência não é totalmente previsível

👉 O ideal é sempre validar com análise laboratorial.

A abordagem mais eficiente é integrada:

  1. Tratamento biológico → controle de carga orgânica
  2. Desaguamento → remoção de sólidos

Essa combinação reduz:

  • Odor
  • Volume de lodo
  • Risco operacional

E aumenta a estabilidade do sistema.

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